Tuesday, November 06, 2007

Laranja


Outono...
sabem o que é uma bela manhã de alaranjada de Outono, tecto aberto, um vento ameno e um sol coado... sentiram já uma brisa mais fresca... que balança as folhas de Outono que se desprendem das árvores.... e sem pedir licença, invadem a caixa de velocidades, e prendem-se no cabelo revolto.
ah... isso é liberdade, não perder o Norte no que é efectivamente importante, não deixar que o lufa lufa do dia a dia nos impeça de distinguir o dia da noite, e que cada momento valha por si.
Já cá disse que adoro o Outono, os diospiros e a marmelada. A manga curta e as botas, o vento ameno que embala. A integridade de cada opção.
mantenho. Adoro o Outono, e tudo o resto.

tamanhos


Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...


Fernando Pessoa

Monday, November 05, 2007


Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Álvaro de Campos

Friday, November 02, 2007

o pior filme... em muitos anos!!!

O pior filme que vi... os piores cinco euros que gastei.... história á parte, argumento terrivel, interpretação tenebrosa! Cenas de nudez que não se precebem... (a margarida VilaNova...não tem ponta por onde se lhe pegue!!!a não ser o facto de estar no lobby socialista)..... A comunicação social consegui o que queria! CASA CHEIA NO PRIMEIRO DIA!! mas pela qualidade do filme... tal não se repetirá muitas vezes.

Salvam-se só em termos de realismo as cenas protagonizadas pelos actores ponograficos contratados!!

Assim, poupem 5 euros para prendas de Natal, evitem o péssimo filme.... e se quiserem mesmo mesmo mesmo ver... aproveitem as ofertas da feira da Srª da Hora!!! Não merece mais! Mas acima de tudo poupem-se!!!


Isto não foi subsidiado POIS NÃO????????

Wednesday, October 24, 2007

E quando .. temos um dejavu a semana toda?



A chuva chegou de mansinho. Com ela veio a preguiça. Chegou o chá quente e fumegante, as botas e as malhas quentinhas.
Escondido no manto de chuva, debaixo do chapéu, deixamos de estar para o mundo e entramos num mundo interior.
A chuva é introspectiva. A chuva ressoa a alma.
Bemvinda.

Monday, October 15, 2007

Comunistas? Comunistas?? Onde estão os Comunistas????


Calma... Sr primeiro ministro.... os comunistas só comem criançinhas...


-What in heaven's name brought you to Casablanca?
-My health. I came for the waters.
-The waters? What waters? We're in the desert.
-I was misinformed.
"Casablanca"

Friday, October 12, 2007

Vive um momento com saudade dele Já ao vivê-lo . . .
Barcas vazias, sempre nos impele
Como a um solto cabelo
Um vento para longe, e não sabemos,
Ao viver, que sentimos ou queremos . . .

..............

Porque o que importa é que já nada importe . . .
Nada nos vale
Que se debruce sobre nós a Sorte,
Ou, tênue e longe, cale Seus gestos . . .
Tudo é o mesmo . . . Eis o momento . . .
Sejamo-lo . . . Pra quê o pensamento? . . .

Fernando Pessoa

Heartbreak Kid

Ben Stiller ... não está no seu melhor. E não é do cabelo grisalho! Um filme que deixa muito a desejar, e fica muito aquem do que nos tem vindo a habituar!
Nem a interpretação de Jerry Stiller, o melhor do filme... tira o amargo de boca que nos deixam os quase 120 minutos de non-sense.

Thursday, October 11, 2007

Para passear...



Nas grandes horas em que a insónia avulta
Como um novo universo doloroso,
E a mente é clara com um ser que insulta
O uso confuso com que o dia é ocioso,
Cismo, embebido em sombras de repouso
Onde habitam fantasmas e a alma é oculta,
Em quanto errei e quanto ou dor ou gozo
Me farão nada, como frase estulta.
Cismo, cheio de nada, e a noite é tudo.
Meu coração, que fala estando mudo,
Repete seu monótono torpor
Na sombra, no delírio da clareza,
E não há Deus, nem ser, nem Natureza
E a própria mágoa melhor fora dor.
Fernando Pessoa






E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
...........................
- A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
.....
Foi o principezinho rever as rosas:
.........................
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
O Principezinho

Thursday, October 04, 2007

- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas

O principezinho

Monday, October 01, 2007




Há palavras que nos beijam

Como se tivessem boca,

Palavras de amor,

de esperança,

De imenso amor,

de esperança louca.


Palavras nuas que beijas

Quando a noite perde o rosto,

Palavras que se recusam

Aos muros do teu desgosto.


Alexander o´neil

Thursday, September 20, 2007

PÂNICO!!!


Eu Só quero saber o montante do abono de familia prénatal!!!!!!!!!!!


Mas ele é o IAS, O IPC, os escalões e os comprovativos.... com tanto que ler, não temos tempo para fazer crescer a natalidade!!!

Wednesday, September 19, 2007

Outono


Adoro Setembro...A luz coada de Outono, os anos das amigas, o pôr do sol, os diospiros tirados das árvores. O fresco da manha... e o verde que se torna laranja. O doce despir das árvores que cobre calçadas.. mas acima de tudo o regresso do chá, do ritual das bolachas com a marnelada acabada de corar, as uvas americanas do quintal.
Adoro Setembro, acima de tudo pelas recordações que desperta... folhas novas de um caderno que estala quando abro... e meu Deus, o cheiro a livros, tudo isto é um um novo principio.
Vamos sempre a tempo?

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