
Wednesday, May 28, 2008
Monday, May 26, 2008
....Vem este postal a propósito de uma notícia da Revista "Sábado" desta semana (a n.º 207, de 17 a 24 Abril), intitulada "O JUIZ MAIS TEMIDO".
Trata-se de uma peça (des)infromativa sobre o Carlos Alexandre, Juiz, com o seguinte sub-título,: "MAGISTRADO QUE ESTÁ A INCOMODAR POLÍTICOS, EMPRESÁRIOS E BANQUEIROS".
É que a "notícia" é sobre um juiz que faz aquilo para o qual é pago (salvo o devido respeito, parece-me um pouco notícia sobre um calceteiro que faz calçada, ou sapateiro que arranja sapatos, sem querer ofender ninguém ou desprestigiar qualquer profissão)... Será o único? E por isso (coisa rara) torna-se imperativa a notícia, como forma de mostrar aos "outros" o que é "trabalhar de juiz"?
Merecerá maior mérito o juiz que julga "políticos, empresários e banqueiros" porque infringem a lei, daquele que julga condutores alcoolizados?
É que se assim é, o mérito nem será dele, mas antes do Ministério Público que é o titular de toda e qualquer acção penal. Se ele, juiz, os julga e os condena, isto é, "incomoda", é porque alguém (o Ministério Público), já fez todo um trabalho anterior (investigação) e lhe apresenta a acusação... ou o "bandido" para ser ouvido em primeiro interrogatório e para lhe ser aplicada uma medida de coacção, maxime a prisão preventiva... (daí a comparação com o calceteiro ou o sapateiro). Lembro que o juiz, seja ele de instrução, seja de julgamento, não pode, por sua iniciativa, perseguir criminalmente quem quer que seja. Essa é a função de outra Magistratura, a do Ministério Público.
Tudo o que o Sr. Juiz se limita a fazer é desempenhar as funções que lhe foram atribuídas. Haverá alguma coisa de extraordinário, de tão raro que se torne necessária uma notícia? Ou ser-lhe-á exigível que faça o seu trabalho com todo o profissionalismo e competência?
Precisará, um juiz, para mostrar que desempenha a sua função (para a qual é pago), de promoção ou de cobertura jornalística? De expor a sua vida privada e os casos em que teve intervenção ou que tem em mãos?
É que o "ridículo" (desculpem mas não consigo encontrar outro adjectivo) da coisa vai ao ponto de ao mesmo tempo que mostra que sente medo do que faz, e por isso anda com segurança 24h ou que sente que foi marcado e que poderá ser abatido a qualquer momento, não se coíbe de se expor, de dar a conhecer o seu dia-a-dia, com horários, rotinas...
O mal não estará, somente, no visado pela notícia, mas também na própria revista. Uma revista que pretende ser um marco da informação, dá cobertura a notícia "cor de rosa", só faltavam as fotos do Sr. Juiz com a família, a mostrar os interiores da casa de família...
Haverá algo de muito errado nisto tudo?
É que "ele há coisas" que por mais que tente, nunca vou conseguir entender...
Andarão todos em sentido contrário, ou sou só eu?
Este não é o meu país (ou se calhar até é...). .....
in http://www.vou-meembora.blogspot.com/
Trata-se de uma peça (des)infromativa sobre o Carlos Alexandre, Juiz, com o seguinte sub-título,: "MAGISTRADO QUE ESTÁ A INCOMODAR POLÍTICOS, EMPRESÁRIOS E BANQUEIROS".
É que a "notícia" é sobre um juiz que faz aquilo para o qual é pago (salvo o devido respeito, parece-me um pouco notícia sobre um calceteiro que faz calçada, ou sapateiro que arranja sapatos, sem querer ofender ninguém ou desprestigiar qualquer profissão)... Será o único? E por isso (coisa rara) torna-se imperativa a notícia, como forma de mostrar aos "outros" o que é "trabalhar de juiz"?
Merecerá maior mérito o juiz que julga "políticos, empresários e banqueiros" porque infringem a lei, daquele que julga condutores alcoolizados?
É que se assim é, o mérito nem será dele, mas antes do Ministério Público que é o titular de toda e qualquer acção penal. Se ele, juiz, os julga e os condena, isto é, "incomoda", é porque alguém (o Ministério Público), já fez todo um trabalho anterior (investigação) e lhe apresenta a acusação... ou o "bandido" para ser ouvido em primeiro interrogatório e para lhe ser aplicada uma medida de coacção, maxime a prisão preventiva... (daí a comparação com o calceteiro ou o sapateiro). Lembro que o juiz, seja ele de instrução, seja de julgamento, não pode, por sua iniciativa, perseguir criminalmente quem quer que seja. Essa é a função de outra Magistratura, a do Ministério Público.
Tudo o que o Sr. Juiz se limita a fazer é desempenhar as funções que lhe foram atribuídas. Haverá alguma coisa de extraordinário, de tão raro que se torne necessária uma notícia? Ou ser-lhe-á exigível que faça o seu trabalho com todo o profissionalismo e competência?
Precisará, um juiz, para mostrar que desempenha a sua função (para a qual é pago), de promoção ou de cobertura jornalística? De expor a sua vida privada e os casos em que teve intervenção ou que tem em mãos?
É que o "ridículo" (desculpem mas não consigo encontrar outro adjectivo) da coisa vai ao ponto de ao mesmo tempo que mostra que sente medo do que faz, e por isso anda com segurança 24h ou que sente que foi marcado e que poderá ser abatido a qualquer momento, não se coíbe de se expor, de dar a conhecer o seu dia-a-dia, com horários, rotinas...
O mal não estará, somente, no visado pela notícia, mas também na própria revista. Uma revista que pretende ser um marco da informação, dá cobertura a notícia "cor de rosa", só faltavam as fotos do Sr. Juiz com a família, a mostrar os interiores da casa de família...
Haverá algo de muito errado nisto tudo?
É que "ele há coisas" que por mais que tente, nunca vou conseguir entender...
Andarão todos em sentido contrário, ou sou só eu?
Este não é o meu país (ou se calhar até é...). .....
in http://www.vou-meembora.blogspot.com/
Saturday, May 24, 2008
Friday, May 23, 2008
Thursday, May 22, 2008
Tuesday, May 20, 2008
Emails....

"Que mulher nunca teve~
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?"
"Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair,
Ou um lexotan para dormir?"
"Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida,
Ou com uma lipo na barriga?"
"Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela,
Ou que a culpa era toda dela?"
"Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?"
"Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade,
Ou um canalha por saudade?"
"Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer,
Ou um ursinho para não enlouquecer?"
"Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone,
Que 'dele' não lembra nem o nome?"
Sunday, May 18, 2008
30 de Abril, Folha de S. Paulo
JÁ TINHA pensado no assunto: o amor é diferente quando é falado por línguas diferentes. O mesmo ato, a mesma cama, os mesmos corpos, mas a narrativa é distinta, porque distinta é a língua, e os tabus, e as expressões de excitação, e as palavras sussurradas ou gritadas que habitam a boca dos amantes. "Vou gozar", "estou-me a vir": fazer amor em português (do Brasil) ou em português (de Portugal) não é apenas uma questão de sotaque, mas de imaginário, temperamento, tradição. E, no entanto, não existe um estudo sobre o fenômeno. Quando o assunto é sexo, abundam imagens, descrições, banalidades. Clichês. Mas falta uma poética do eros, capaz de revelar o que uma língua transporta para a intimidade. Como será um orgasmo em russo ou em mandarim? Como se excitam, verbalmente falando, os amantes da Islândia ou da Patagônia? E que palavrões fazem sucesso na Grécia ou no Irã?
J.P.Coutinho in http://www.jpcoutinho.com/
JÁ TINHA pensado no assunto: o amor é diferente quando é falado por línguas diferentes. O mesmo ato, a mesma cama, os mesmos corpos, mas a narrativa é distinta, porque distinta é a língua, e os tabus, e as expressões de excitação, e as palavras sussurradas ou gritadas que habitam a boca dos amantes. "Vou gozar", "estou-me a vir": fazer amor em português (do Brasil) ou em português (de Portugal) não é apenas uma questão de sotaque, mas de imaginário, temperamento, tradição. E, no entanto, não existe um estudo sobre o fenômeno. Quando o assunto é sexo, abundam imagens, descrições, banalidades. Clichês. Mas falta uma poética do eros, capaz de revelar o que uma língua transporta para a intimidade. Como será um orgasmo em russo ou em mandarim? Como se excitam, verbalmente falando, os amantes da Islândia ou da Patagônia? E que palavrões fazem sucesso na Grécia ou no Irã?
J.P.Coutinho in http://www.jpcoutinho.com/
Esplanadas procuram-se

Cada esplanada, como cada perfume... ou sabor, tem o seu tempo. E o seu tempo define-se por quanto do nosso tempo lhe entregamos. Sem perceber, damo-nos aos espaços que ocupamos e desles retiramos uma ancora de recordações que perduram. Vagueio pela marginal á procura de poiso... todas têm um pedaço de mim (bolas, quanto tempo meu semeei) A praia da Luz... infindáveis tardes de aulas perdidas, o Ibar... manhãs de preguiça datadas, O Homem do leme... fins de tarde à volta de uma agua das pedras com pneu. E foi assim que, quando me dei conta volto á Praia dos Ingleses. Volto ao areal onde não há muito tempo renasci. na areia fria de uma noite longa e uma madrugada teimosa, cuja manhã apareceu serenamente nuns pés gelados entrecotados de areia. parece outra vida. mas está aqui, algures neste blog... terminei no Ourigo (que se vai safando com as sucessivas remodelações... mas também encerra segredos incontáveis...
Estranho o que os sentidos acordam. Momentos feito trapos velhos que arrumamos num cantinho escondido da alma, e que num lampejo aparecem ... e voltama ser arrumados... bem dobradinhos em silêncio.
Saturday, May 17, 2008

"-vais-me contar, ou tenho de ler no blog?"" conto-te, sempre contei... tudo não foi?" menti. Menti inconscientemente. Faltei á verdade. Mea culpa mea culpa... mas encontro no tic tic do teclado, no silêncio de uma noite que cai lenta a segurança de me ver.. leituras de silêncio, conversas intermináveis, delirios imperscrutáveis... e nesse vai-vem de pensamentos, nas recordações e nos sonhos construo o puzzle.
Tinhas razão mais uma vez..."isto do msn é giro, podemos dizer, o que nunca diria-mos cara a cara."...
E o jantar... mais uma vez adiado, vai acabar por se concretizar... (não confies na cozinheira)
Friday, May 16, 2008

«Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no Outono.Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance! Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar!Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Luiz Fernando Veríssimo
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Luiz Fernando Veríssimo
Thursday, May 15, 2008
Democracias
Referência blogográfica (??)
Agora que volto à blogoesfera, retorno nas minhas visitas diárias aos cantinhos muito meus (e de todos) a que me fui habituando a visitar. e sem surpresa revejo as palavras de
continua up-to-date... qual confessionário, ou espelho de alma. Vale bem a visita!
"Há momentos em que dava tudo para que os teus pés frios, que sempre me desagradaram, arrefecessem este medo que me tolhe."
Wednesday, May 14, 2008
FENIX

O coquellicot encerrou. No dia em que despertei para a crua realidade ao meu lado. dia 18/1/2008... nunca antes, não dois meses depois.. mera concretização antecipada.
está na hora de nascer de novo... de voltar do restolho. Agora que caminho jamais será trilhado sozinha. Tenho o futuro ao meu colo.
Assim... precisei só de tempo. de recolher ao ninho procurando o fogo que alimenta a alma.
o coquellicot esta oficialmente reaberto!
Friday, January 18, 2008
to be continued
Este blog começou com um aperto no peito. acompanhou revoluções e vulcões comedidos em palavras. Seria altura de o encerrar. como quem fecha um livro que nada mais de novo tem para oferecer. Altura de um começar de novo... paginas em branco, imaculadas, e sem o torpe que o tempo lhes imprimiu.
Obrigada a todos que por aqui foram passando alguns minutos, e partilhando do pouco que tinha para oferecer. Desculpas pelas minhas ausências.
Este blog, realidade mutável e permeável á vida do seu autor terá assim como tudo, ter um fim.
Este blog deixa cair o pano. To be continued... noutras paginas.
Wednesday, January 09, 2008
Tranquilidade

Para tudo há um momento e um tempo para tudo o que se deseja debaixo do céu:
Tempo de nascer e tempo de morrer,tempo de plantar e tempo de arrancar plantas,tempo de matar e tempo de curar,tempo de destruir e tempo de edificar,tempo de chorar e tempo de rir,tempo de lamentar e tempo de dançar,tempo de atirar pedras, e tempo de as ajuntar,tempo de abraçar e tempo de evitar o abraço,tempo de procurar e tempo de perder,tempo de guardar e tempo de atirar fora,tempo de rasgar e tempo de coser,tempo de calar e tempo de falar,tempo de amar e tempo de odiar,tempo de guerra e tempo de paz.
Eclesiastes 3, 1-8
Friday, January 04, 2008
NASCEU
Wednesday, December 26, 2007
Thursday, December 13, 2007
Monday, December 10, 2007
almofada deliciosa
paciencia
Wednesday, November 07, 2007
Baixa médica... Sr ministro

Nota de secretária a deixar no gabinete do minstro.
Caríssimo, estou com umas dores nas cruzes... grávida de oito meses a trabalhar mais de doze horas por dia. Não durmo, mal consigo respirar mas tenho de continuar a trabalhar para pagar todos os subsidios a que esses, os outros que não podem, têm direitoS. Sim, porque apesar de tudo (todos os descontos efectuados-e nem estou mal.. para uma licenciada com 29 anos fazer descontos... é um luxo-) receberei cerca de trinta euros de abono.... e pelas minhas contas, porque o V/ simulador excluí-me!... é que sabe, tenho de fazer as minhas contas, de ler as infindáveis leis (razão pela qual estudei toda uma vida e ainda hoje me poupo a noites de sono.) porque ainda acredito na lei... me abstraio de todo o seu processo até à publicação em DR e aceito a lei tal como ela é. Lei. Esqueço-me que é feita pelos menomos que depois as desaplicam e desautorizam em função de uma reportagem na TV..... (sabe onde se vendem aqueles colares?) tornando a vida em nada melhor do que um daqueles reality shows.
Carissimo, estou com umas dores de alma... nunca deixei de votar desde os meus 18 anos, tenho uma visão activa e critica da vida do mundo e da politica(não das politiquices que tanto vos achacam o tacho). Estou estupfacta. Vexas chegaram ao limite do razoavel, desautorizando uma junta médica em função de uma reportagem de fraca qualidade. Mas convenhamos, o colega da Segurança social deve estar a esfregar as mãos de contete, agora que a camioneta se despistou, cheia de pensionistas hummm?... pena menos uns votos dirão uns... boa menos umas reformas dirão outros.
Carissimo, estou com umas dores no pulso, mas com a alma limpa pelo desabafo, que peca por imprecisões tecnicas e burocráticas, mas se limpa pela verticalidade das ideias. Tenha um bom dia
Tributação do pecado
Preço dos chocolates dispara com matérias-primas mais caras
é noticia hoje na agência financeira, mau presságio para todos os gulosos. " A notícia, má para os apreciadores do «manjar dos Deuses», é avançada pelo Diário de Notícias». O jornal cita responsáveis de três das maiores empresas do ramo a operar no mercado português, que atribuem este aumento dos preços à subida das matérias-primas nos mercados internacionais.
A Mars Portugal, por exemplo, que comercializa em Portugal produtos como os M&M, Dove, Snickers ou Twix, para além dos chocolates Mars, vai aumentar o preço dos chocolates e produtos derivados já no próximo dia 1 de Dezembro.. e continua....
A Mars Portugal, por exemplo, que comercializa em Portugal produtos como os M&M, Dove, Snickers ou Twix, para além dos chocolates Mars, vai aumentar o preço dos chocolates e produtos derivados já no próximo dia 1 de Dezembro.. e continua....
Ora, ja nem pecar se pode? que a inflação ataca?
Tuesday, November 06, 2007
Desalento
Laranja

Outono...
sabem o que é uma bela manhã de alaranjada de Outono, tecto aberto, um vento ameno e um sol coado... sentiram já uma brisa mais fresca... que balança as folhas de Outono que se desprendem das árvores.... e sem pedir licença, invadem a caixa de velocidades, e prendem-se no cabelo revolto.
ah... isso é liberdade, não perder o Norte no que é efectivamente importante, não deixar que o lufa lufa do dia a dia nos impeça de distinguir o dia da noite, e que cada momento valha por si.
Já cá disse que adoro o Outono, os diospiros e a marmelada. A manga curta e as botas, o vento ameno que embala. A integridade de cada opção.
mantenho. Adoro o Outono, e tudo o resto.
Monday, November 05, 2007

Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Álvaro de Campos
imagem infromneverland.zip.net/
Friday, November 02, 2007
o pior filme... em muitos anos!!!
O pior filme que vi... os piores cinco euros que gastei.... história á parte, argumento terrivel, interpretação tenebrosa! Cenas de nudez que não se precebem... (a margarida VilaNova...não tem ponta por onde se lhe pegue!!!a não ser o facto de estar no lobby socialista)..... A comunicação social consegui o que queria! CASA CHEIA NO PRIMEIRO DIA!! mas pela qualidade do filme... tal não se repetirá muitas vezes.Salvam-se só em termos de realismo as cenas protagonizadas pelos actores ponograficos contratados!!
Assim, poupem 5 euros para prendas de Natal, evitem o péssimo filme.... e se quiserem mesmo mesmo mesmo ver... aproveitem as ofertas da feira da Srª da Hora!!! Não merece mais! Mas acima de tudo poupem-se!!!
Isto não foi subsidiado POIS NÃO????????
Wednesday, October 24, 2007
Monday, October 22, 2007
Thursday, October 18, 2007
Monday, October 15, 2007
Friday, October 12, 2007
Vive um momento com saudade dele Já ao vivê-lo . . .Barcas vazias, sempre nos impele
Como a um solto cabelo
Um vento para longe, e não sabemos,
Ao viver, que sentimos ou queremos . . .
..............
Porque o que importa é que já nada importe . . .
Nada nos vale
Que se debruce sobre nós a Sorte,
Ou, tênue e longe, cale Seus gestos . . .
Tudo é o mesmo . . . Eis o momento . . .
Sejamo-lo . . . Pra quê o pensamento? . . .
Fernando Pessoa
Heartbreak Kid
Thursday, October 11, 2007
Nas grandes horas em que a insónia avulta
Como um novo universo doloroso,
E a mente é clara com um ser que insulta
O uso confuso com que o dia é ocioso,
Cismo, embebido em sombras de repouso
Onde habitam fantasmas e a alma é oculta,
Em quanto errei e quanto ou dor ou gozo
Me farão nada, como frase estulta.
Cismo, cheio de nada, e a noite é tudo.
Meu coração, que fala estando mudo,
Repete seu monótono torpor
Na sombra, no delírio da clareza,
E não há Deus, nem ser, nem Natureza
E a própria mágoa melhor fora dor.
Fernando Pessoa

E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
...........................
- A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
.....
- A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
.....
Foi o principezinho rever as rosas:
.........................
.........................
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
O Principezinho
Thursday, October 04, 2007
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas
O principezinho
Monday, October 01, 2007
Thursday, September 20, 2007
PÂNICO!!!
Wednesday, September 19, 2007
Outono

Adoro Setembro...A luz coada de Outono, os anos das amigas, o pôr do sol, os diospiros tirados das árvores. O fresco da manha... e o verde que se torna laranja. O doce despir das árvores que cobre calçadas.. mas acima de tudo o regresso do chá, do ritual das bolachas com a marnelada acabada de corar, as uvas americanas do quintal.
Adoro Setembro, acima de tudo pelas recordações que desperta... folhas novas de um caderno que estala quando abro... e meu Deus, o cheiro a livros, tudo isto é um um novo principio.
Vamos sempre a tempo?
Friday, August 24, 2007
Subscribe to:
Posts (Atom)
Blog Archive
- December (1)
- November (3)
- October (17)
- September (1)
- June (8)
- May (3)
- April (2)
- March (1)
- February (3)
- January (10)
- December (3)
- November (9)
- October (15)
- September (25)
- August (17)
- July (22)
- June (9)
- May (8)
- April (4)
- March (10)
- February (8)
- January (7)
- December (9)
- November (9)
- October (19)
- September (2)
- August (2)
- July (8)
- June (4)
- May (10)
- April (14)
- March (23)
- February (25)
- January (31)
- December (16)
- November (29)
- October (24)
- September (24)
- August (9)
- July (24)
- June (36)
- May (30)
- January (4)
- December (8)
- November (9)
- October (14)
- September (2)
- August (1)
- July (16)
- June (36)
- May (16)
- April (15)
- March (46)
- February (43)
- January (12)
- December (11)
- November (20)
- October (16)
- September (9)


































